Subscribe:

Ads 468x60px

.

O Racismo e a Escola


Em nossa sociedade o racismo se estabeleceu em diferentes espaços, posterior a chegada dos grupos étnicos provenientes da Europa e da áfrica, atingindo os povos africanos como forma de hierarquizá-los diante da soberania colonizadora européia.
Atualmente testemunhamos diferentes faces do racismo, dentre as quais destacamos, as relações sociais estabelecidas no âmbito educacional, onde a escola diante da cultura de hierarquização tem sido espaço de diferenciação no sentido de disseminar conceitos que inferiorizam determinados grupos sociais em detrimento de outros. Esses grupos inferiorizados, em sua maioria são oriundos das classes populares, e são etnicamente identificados como afrodescendentes. Para a perpetuação das relações racistas, a escola ainda utiliza recursos variados como: livros didáticos, tratamentos que segregam, um discurso da não-diferenciação que falsamente invisibiliza as diferenças, e utiliza também o currículo oculto que estrutura o não-dito, ou seja, superficializa temáticas como: preconceito, racismo, raça, gênero, sexo, entre outros, além do tratamento irresponsável frente a algumas informações. Sabemos que vários livros didáticos, através de imagens, termos, e lacunas históricas contribuem para a construção de um imaginário que distanciam grande parte da população do processo histórico de formação da sociedade brasileira, desta forma, os indivíduos das classes populares dificilmente se reconhecem como sujeitos. Nesse contexto, o silenciamento ou discurso da superficialidade, contribuem para o arraigamento das relações racistas no espaço escolar.
A escola também contribui para que determinados grupos sociais se configurem como hierarquicamente superiores, a exemplo das relações sociais de gênero e étnicas, principalmente quando privilegia a disseminação de histórias e contos de tradição européia, onde as personagens são brancas com uma posição social privilegiada, pois cria um ambiente propício a violência. Neste caso, cria uma forma simbólica de violência estruturando uma imagem negativa dos descendentes de negros e indígenas, e estrutura um imaginário de perfeição e beleza distanciado do perfil que circunda esses grupos étnicos.
Essa violência no âmbito da sala de aula também ocorre contra a mulher através dos conceitos e tratamentos atribuídos aos diferentes gêneros, quando é exigido das meninas cadernos organizados, movimentos comportados, e atitudes de tolerância, diferente das posturas exigidas dos meninos, cabendo aos mesmos, atitudes de liberdade, desorganização e intolerância, considerando-se em muitos casos, alheios as regras. Essas situações limitam as possibilidades de desenvolvimento das meninas, sendo mais uma forma de violência.

Projeto da Escola Estadual Jorge de Lima

"Que cor é a minha consciência?" este é o título do projeto realizado pela Escola Estadual Jorge de Lima, uma indagação que impulsiona uma profunda reflexão. No dia 14 de novembro de 2008 no auditório Maria Mariá na 7ª CE ocorreu a palestra para pais, alunos e professores em torno da temática da consciência Negra, como parte das atividades desenvolvidas pela escola. Minha contribuição foi a todo momento recompensada pela participação, interesse e troca de conhecimentos sobre a identidade étnico racial dos presentes. Vários foram os momentos que me emocionaram, dentre eles, o momento em que diante da tarefa a ser cumprida (cantar uma música que contenha a palavra Zumbi), acreditem! Vários alunos cantaram o Hino de União dos Palmares. Você sabe cantar o hino? Várias crianças cantaram. Você sabe a cor da sua consciência? Eles estão refletindo sobre isso. Você sabe porque ainda são necessários projetos escolares como esse? Porque infelizmente somos preconceituosos e muitos sequer conhecem sua história e identidade étnico-racial.
Parabéns professoras, diretoras, pais e acima de tudo alunos e alunas da Escola Estadual Jorge de Lima. Força, coragem e compromisso com a liberdade, o respeito e a democracia racial.

Palestra Para Alunos da Escola Estadual Jorge de Lima

Palestra para a Escola Estadual Jorge de Lima


Banner do Projeto




Palestra para a Escola Estadual Jorge de Lima

Produzindo Arte


Minha Primeira Tela
Mulheres Africanas

Esta foi a minha primeira tela inspirada pela paixão dedicada a cultura de meus ancestrais africanos, é principalmente uma reverência a força, beleza, ingenuidade e capacidade criadora da MULHER.

Minha Segunda Tela
Minha segunda tela: uma reverência a forma feminina