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Proteja o Brasil do Bolsonaro - Racista e homofóbico‏

Caros amigos,

O Deputado Jair Bolsonaro não tem vergonha de se dizer racista e homofóbico em rede nacional. Precisamos mostrar que nós não somos o Brasil retrógrado e preconceituoso que ele representa. Assine a petição agora pela lei anti-homofobia para ampliar direitos contra o preconceito e violência a todos os brasileiros:

Assine a petição!


O Deputado Jair Bolsonaro deu uma entrevista homofóbica e racista chocante em rede nacional -- expondo o preconceito terrível que ainda assombra o Brasil. Enquanto já existem leis que protegem pessoas contra a descriminação, pessoas trans, gays e lésbicas ainda não tem nenhuma proteção legal.

Somente no ano passado 250 pessoas foram assassinadas por serem trans ou homossexuais. A homofobia é real e ela mata. Mesmo assim não há lei que proteja pessoas GLBT da discriminação. Ainda se pode demitir alguém somente pela pessoa ser gay e a violência homofóbica não é punida como crime de preconceito.

Vamos direcionar a nossa indignação contra o Bolsonaro em uma ação concreta, acabando com este ataque à igualdade. Vamos pressionar o Congresso a aprovar a lei anti-homofobia que irá salvar vidas inocentes e ampliar proteções para todos os brasileiros. A petição será entregue em uma marcha massiva em Brasília. Clique abaixo para assinar:

http://www.avaaz.org/po/homofobia_nao/?vl

O Brasil se orgulha em ter uma cultura aberta e tolerante, se colocando como líder na luta por proteções aos direitos humanos no mundo. Mas o nosso país é também um dos lugares mais perigosos do mundo para transexuais -- que sofrem uma violência brutal e execuções sumárias. Até mesmo o Deputado Jean Wyllys recebeu ameaças de morte por defender direitos GLBT no Congresso Nacional.

Nosso país sofre com uma mentalidade discriminatória retrógrada e perigosa que não reflete a sociedade que a maioria de nós quer.

20 Deputados já pediram investigação sobre Bolsonoro pela quebra de decoro parlamentar por racismo. Agora nós precisamos de uma lei contra crimes de homofobia e violência contra a população GLBT do Brasil. Assine a petição abaixo por igualdade e justiça-- ela será entregue em Brasilia com a ajuda dos nossos amigos do All Out e grupos GLBT brasileiros:

http://www.avaaz.org/po/homofobia_nao/?vl

A Avaaz se mobilizou contra a legislação na Uganda que queria executar gays -- e a proposta foi derrotada! Nós estamos organizando uma campanha contra a prática brutal de estuprar mulheres para "curá-las" do lesbianismo. Agora chegou a hora de nós lutarmos contra a discriminação e violência aqui no nosso país.

Com esperança,

Emma, Graziela, Luis, Alice, Ben, Iain e toda a equipe Avaaz

Leia mais:

Jair Bolsonaro dá entrevista polêmica no 'CQC', veja:
http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2011/03/29/jair-bolsonaro-da-entrevista-polemica-no-cqc-veja/

Número de assassinatos de homossexuais bate recorde no País:
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4881858-EI6578,00.html

Grupo de parlamentares entrará com representação contra Bolsonaro por quebra de decoro:
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/03/29/grupo-de-parlamentares-entrara-com-representacao-contra-bolsonaro-por-quebra-de-decoro-924120754.asp

Bolsonaro rasga Constituição a cada frase, diz movimento gay:
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5037642-EI7896,00-Bolsonaro+rasga+Constituicao+a+cada+frase+diz+movimento+gay.html

Saiba mais sobre All Out, uma nova organização internacional de direitos GLBT:
http://allout.org/pt/index

'Estou me lixando para movimento gay', diz Jair Bolsonaro:
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5037535-EI7896,00-Estou+me+lixando+para+movimento+gay+diz+Jair+Bolsonaro.html

Mensagem recebida por e-mail.

A história local nos currículos escolares

A história de União dos Palmares revela uma riquíssima diversidade cultural e tem sido nos últimos anos, um tema que tem despertado a atenção de inúmeros educadores, inclusive a minha, pois realizei uma pesquisa sobre a história do Quilombo dos Palmares na política curricular local. Contudo, essa temática em nosso município ainda se apresenta envolvida em lacunas e equívocos devido, principalmente, a ausência de política pública de valorização da identidade dos sujeitos numa perspectiva democrática.
É notório que a cultura popular sempre esteve subalternizada nos currículos escolares, dessa forma, os conhecimentos, valores e práticas dos educandos oriundos das classes populares são, em geral, ignorados ou superficializado pela educação escolar, fato que comprovadamente vem agravando o distanciamento dos educandos com relação ao ambiente escolar, aumentando os índices de repetência ou evasão configurando nosso Estado também em 2010 como um dos piores nos índices educacionais do país.
As pesquisas revelam ainda que os índices de reprovação nas escolas públicas demonstram a estreita relação entre educação escolar e desigualdades raciais, onde para o aprofundamento dessas questões, faz-se necessário repensar o currículo escolar como um artefato cultural. Enquanto nossas práticas educacionais contemplarem a diversidade cultural que é inerente a formação dos povos, como um problema devido a tradicional prática homozeneizante, os educandos cujos costumes e vivências não estão em conformidade com a cultura padrão serão continuamente considerados como portadores de deficiências ou dificuldades de aprendizagem. Mas o que se deve aprender na escola? As práticas educacionais devem estar comprometidas com o desenvolvimento do sujeito ou da sociedade?
Vários são os teóricos e pesquisadores da educação que apresentam recomendações para que os professores contemplem a diversidade cultural (étnica, econômica, religiosa, gênero, social) dos educandos em suas práticas educacionais, preconizadas nos mais diversos documentos como, LDB 9394/96, Diretrizes e Parâmetros Curriculares Nacionais que destacam a necessidade da observância da história pessoal dos educandos para adoção de valores de respeito às diferenças.
Para a efetivação de uma política curricular comprometida com a valorização das diferentes identidades dos sujeitos, destaco a nossa formação como educador, pois Piaget já revelava a importância da preparação do professor que constitui a questão primordial de todas as reformas pedagógicas, e acrecenta que enquanto não for efetivada de forma satisfatória, será totalmente inútil organizar belos programas ou construir belas teorias.
Portanto, a inserção consciente, responsável e coerente da história local nos currículos escolares valorizando os diferentes sujeitos, proporcionará inegavelmente, um salto qualitativo no processo de constituição e valorização da identidade da população palmarina possibilitará uma política educacional inovadora atendendo aos princípios constitucionais de promoção da cidadania e uma pedagogia multicultural.

08 de Março - Dia da Visibilidade


Há algum tempo escrevi sobre o papel da mulher na formação da sociedade brasileira destacando a relevância da força feminina, e hoje reverencio nossa ancestralidade lembrando aquelas que resistiram ao modelo machista, patriarcal e hierarquizante de nosso país.


Sabemos que a sociedade brasileira, como tantas outras, alimentou uma cegueira social que nos impedia de conhecer e reconhecer a trajetória de nós mulheres nos episódios históricos, pois lamentavelmente, nosso país também foi forjado sob a opressão feminina, cuja cultura machista nos relegou durante muito tempo a invisibilidade.


Mas também sabemos que esse mesmo país foi construído e alimentado nos seios de nossas tataravós indígenas e negras, plantado pelas mãos das tias mestiças e forjado no calor guerreiro de minhas irmãs. Hoje já podemos lembrar-nos da coragem de Tarsila do Amaral, Chiquinha Gonzaga, Dandara, Acotirene, Dona Marinalva, Marina da Silva, Dilma Rousseff, são tantas famosas e anônimas, que com pequenos e grandes gestos revelam a grandiosidade feminina, pois felizmente, o sexismo do povo brasileiro já está se rendendo a força e coragem destas e tantas outras, que bravamente resistiram e resistem ao maniqueísmo, onde somos ao mesmo tempo, fortes e fracas, simples e complexas, duras e sensíveis, e assim alimentamos, construímos, conquistamos, vencemos.


Várias são as conquistas, muitos são os desafios, inúmeras são as perdas, mas qrandiosos são os valores que nos motivam a continuar, afinal, as estatísticas ainda revelam que a grande maioria sofre e é vítima da opressão, discriminação e exclusão social, apesar dos esforços na busca pela equidade social em um país que precisa superar a condição de Pátria e ser também Mátria.


Alagoas - Terra da Liberdade?


As condições de produção da adoção do slogan Alagoas, Terra da Liberdade ocorreu inicialmente em novembro de 2000 visando o desenvolvimento do turismo histórico no Estado, por ocasião das comemorações alusivas ao Dia da Consciência Negra, quando estavam presentes autoridades internacionais, empresários, investidores de turismo e diversos turistas, buscando-se estabelecer parcerias na tentativa de captação de recursos para a implementação do projeto Memorial Zumbi, hoje conhecido como Parque Memorial Quilombo dos Palmares.
O que chamamos de contexto imediato teve como interlocutor o governo estadual da época, cujo discurso institucionalizou-se na fala do gestor Ronaldo Lessa, dirigido ao setor turístico com o propósito de desenvolvimento do mesmo por meio de propaganda e intensivo marketing específicos. Vale ressaltar que a legitimação do discurso ocorreu mediante a autoridade do gestor representando um grupo político e econômico bem específico.
Para melhor entendimento desse contexto é necessário conhecer as condições históricas que tiveram como contexto amplo a tentativa de associar a histórica busca da liberdade pertinente aos integrantes do Quilombo dos Palmares, com a intencionalidade que circundava a busca da liberdade pelo governo da época.
O uso do slogan pelo governo surgiu a partir de outro pré-construído, pois uma outra divulgação era utilizada pelo município de União dos Palmares desde meados da década de 80, com o slogam União dos Palmares, Terra da Liberdade propagado nos discursos de autoridades e políticos palmarinos da época. Portanto, inicialmente ocorre a repetição do termo Terra da Liberdade, mas não do sentido por apresentar a posição ideológica de deslocamento geográfico atribuído ao sentido de terra, ampliando-o para todo o estado alagoano devido ao fato histórico do Quilombo dos Palmares.
Contudo, após as festividades relativas ao Dia da Consciência Negra, o slogan permeneceu, mas o uso da palavra liberdade assumiu novo sentido constituindo-se como novo discurso, ao referir-se à libertação do Estado da supremacia política das "famílias tradicionais" através de campanhas pelo pseudo-compromisso com a cidadania.
Na formação ideológica do discurso é evidente que o uso da palavra liberdade deu-se sob a ótica do capital e não sob a ótica dos movimentos sociais, que associam a liberdade a igualdade de condições e oportunidades, uma vez que há elevados índices de desigualdades sociais em nosso Estado. A ideologia desse discurso buscou mascarar tal realidade, dando sustentabilidade a um novo grupo político, propondo a ressignificação do cenário político por meio do deslocamento do poder, de uma eleite tradicional para uma elite política revestida de um discurso pautado na falácia do "desenvolvimento econômico e social".

Educação brasileira: problemas, desafios e perspectivas



O modelo neoliberal capitalista tem gerado e acentuado as desigualdades sociais promovendo uma crescente exclusão social de grande parcela da sociedade, cujo setor da economia, caracterizado por um perfil modernizador, interage com amplos setores da sociedade onde os sujeitos encontram-se em um acentuado processo de marginalização.
Este modelo tem fomentado a política de "Estado mínimo", acentuando a condição de dominação e exclusão de amplos segmentos da população, evidenciando dificuldades em garantir o efetivo direito à educação de qualidade "para todos", seja pela dificuldade de acesso à escola ou pelo fracasso escolar dos desfavorecidos e marginalizados economicamente, dos precocimente inseridos no mundo do trabalho, das populações indígenas, dos portadores de necessidades educativas especiais. Vale ressaltar que as problemáticas que circundam o universo educacional tem sua cerne na injusta distribuição de renda e falta de compromisso das políticas governamentais.
A história da educação brasileira traz em seu bojo a influência de diversificadas concepções de filosofia educacional que apresenta diferentes concepções pedagógicas, conservadoras ou progressistas. Atualmente constata-se uma filosofia pautada no reconhecimento e valorização do multiculturalismo, bem como a necessidade de imersão na cultura da tecnologia da informação, respaldados pela legislação que preconiza o respeito às diferenças, um currículo crítico, a autonomia dos sujeitos, a permanência de programas de educação à distância, democratização de tecnologia educacional, ainda em lento desenvolvimento, fazendo-se necessário maior articulação da sistema educacional com os sistemas da informação e comunicação.
Nesse contexto a educação brasileira se depara com uma série de desafios, os quais a impede de desempenhar com eficácia o seu papel, dentre eles destaco: a otimização das verbas destinadas à educação, definição de políticas educacionais de longo e médio prazo, com garantias de manutenção, a inserção de educadore e educandos à era tecnológica, a atualização dos educadores , a integração do saber universal ao universo regional sem descaracterizar as especificidades, a garantia do acesso e permanência do educando na escola, pois apesar do aumento do número de matrículas apresentado por órgãos oficiais, constata-se altos índices de evasão e repetência que provoca o aumento da distorção idade-série.
Faz-se necessário portanto, que a sociedade brasileira conheça e discuta essas problemáticas, e apresente formas de organização capazes de melhorar a qualidade da educação apresentada a população, aliada a uma proposta educacional que tenha em vista a qualidade da formação oferecida aos educadores e educandos. Caberá ao sistema educacional viabilizar práticas educativas adequadas às necessidades sociais, políticas, econômicas e culturais da sociedade brasileira, que considere os interesses, necessidade e motivações da grante parte da população, e que garantam as aprendizagens essenciais ao exercício da cidadania.