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MINI-FESTIVAL DE SOLOS E COLETIVOS DO NÚCLEO VAGAPARA (BA)



De 26 e 29 de julho Maceió recebe o Mini-festival De Solos e Coletivos do Núcleo Vagapara (BA). Premiado pela FUNARTE com o prêmio Klauss Vianna de 2011 e em parceria com o SESC Alagoas, o projeto prevê a circulação de intervenções urbanas, solos de teatro e dança, além de mostra de vídeos e oficinas.
            As obras são resultado do coletivo de artistas de diferentes linguagens que desenvolvem trabalhos solos, a partir encontros nas ruas, salas de ensaios, escolas e calçadas dos prédios. Ações compartilhadas crítica e criativamente entre os artistas e o público que estiver presente, com apresentações no centro da cidade e na unidade SESC Centro.
Dentro da programação acontecerão gratuitamente oficinas de Produção e Criação, com Isabela Silveira e Lucas Valentim, respectivamente. Destinadas a artistas profissionais, estudantes de artes e comunidade em geral. Os interessados devem enviar a ficha de inscrição em anexo para o email (thiago.mails@gmail.com) e aguardar confirmação. 
A oficina de Produção tem apresentando a lógica da relação artista com instituições de fomento à cultura, gestão das atividades dos grupos e captação de recursos. Já a oficina de Criação visa o compartilhamento das ferramentas e estratégias criativas adotadas pelos artistas dos coletivos envolvidos. Promovendo a troca de pontos de vistas entre todos.

Programação do Mini-festival

Oficina de Produção com Isabela Silveira
Dia 27 a 29/07, das 10h às 13h
Local: Sesc Centro (Rua Barão de Alagoas, 229, Centro) - Inscrições Gratuitas.

Oficina de Criação com Lucas Valentim
Dia 27 a 29/07, das 14h às 17h
Local: Sesc Centro (Rua Barão de Alagoas, 229, Centro) - Inscrições Gratuitas.

Dia 26/07 - Mostra de Vídeos
Local: Sesc Centro, 19h (gratuita).

Dia 27/07
- Intervenção Isto é apenas uma mulher com Isabela Silveira
Local: Praça Deododo, 17h (gratuita) – Classificação Livre.
- Solo Serenata com Lucas Valentim
- Solo Dois com Lisa Vietra
- Solo Entrada ao preço da razão com Isaura Tupiniquim
Local: Sesc Centro, horário 19h – Classificação 16 anos.
Ingressos: R$ 5,00 (estudante, idoso e comerciário) e R$ 10,00 (inteira). As apresentações serão seguidas, basta comprar o ingresso único do dia.

Dia 28/07
- Intervenção Sirva-se com Olga Lamas
Local: Praça Deodoro, 17h (gratuita) – Classificação Livre.
- Solo Troca Imediata de Saliva e Suor com Lucas Valentim
- Solo Fricção, de Isaura Tupiniquim
Local: SESC Centro, início às 19h – Classificação 16 anos.
Ingressos: R$ 5,00 (estudante, idoso e comerciário) e R$ 10,00 (inteira). As apresentações serão seguidas, basta comprar o ingresso único do dia.

Informações: 3326-3133
 
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Fabrício Barros
Analista em Cultura - Artes Cênicas
Coordenação Artístico Cultural - SESC/AL
(82) 3326-3133/3700

Espetáculo "Danças Urbanas: Juntos pela Paz" um marco na história do Hip-Hop Alagoano

    Os grupos de danças urbanas Resgate Crew, União Quilombrothers, e Made in Brazil, foram selecionados para apresentar um espetáculo de dança no 13º Teatro Deodoro é o maior barato em Maceió, um projeto cultural que seleciona equipes de musica, circo, dança e teatro para que todas as quartas-feiras, de abril a novembro, se revezem no palco do Teatro Deodoro para  apresentarem seus trabalhos. onde os mesmos criaram uma CIA DE DANÇAS URBANAS. Neste ano projeto recebeu 68 inscrições, foram 33 CIAs, bandas e grupos selecionados para apresentarem seus Musicais e Espetáculos, destes apenas 5 CIAs de dança foram escolhidas.
    A CIA irá se apresentará no dia 13 de junho deste ano, as 19:30 horas no Palco do Teatro Deodoro. O espetáculo ainda está em processo de montagem e tem por nome “DANÇAS URBANAS: Juntos pela Paz” é uma iniciativa pioneira, este será o primeiro espetáculo de danças urbanas (Street Dances) de nosso estado e um dos primeiros do nordeste, ele será um marco para a Cultura urbana Hip-Hop Alagoana.
   A CIA pretende através deste espetáculo sensibilizar o público mostrando a dura realidade de Alagoas, considerado o estado mais violento do Brasil com altos índices de assassinatos nos últimos anos, eles mostrarão ainda os talentos que existem nas periferias, além de propor soluções para reduzir este problema. “Cada um pode fazer a sua parte pela paz em nosso estado, nem que seja através de uma simples oração, cremos que a falta de Paz em Alagoas deve-se a falta da busca por Jesus em vários lugares e famílias, a bíblia afirma que Cristo é o Príncipe da Paz, uma vez invocando-o Ele virá trazendo a verdadeira paz e transformando essa realidade”.

Fonte:http://batalhaalagonabreaking.blogspot.com.br/

SAUDADES DO TEMPO DA ARENGA





O saudosismo é um estado natural quando adultos de certas gerações se deparam com fatos, objetos, brinquedos e brincadeiras que proporcionam lembranças de coisas do tempo da infância e juventude.
Certamente, muitos que são oriundos de décadas anteriores aos anos 90 lembram que eram comuns atividades grupais, brincadeiras de rua, bem diferente da infância vivida atualmente, as crianças confinadas em apartamentos, cercados por muros sitiados pela violência, ou pelo menos, pelo medo dela.
As noticias diárias têm revelado que a violência está cada vez mais, burlando a segurança das residências, pulando os muros e vitimado um numero crescente de pessoas e tem modificado as relações, inclusive entre familiares, colegas de turma e até amigos. Lamentavelmente, observa-se o desrespeito ao próximo por meio de atos de xingamentos, apelidos, empurra-empurra, brigas que desconsidera a amizade que em algum momento foi construída.
Não posso deixar de mencionar que no meu tempo de infância também ocorriam xingamentos, apelidos, empurra-empurra e brigas, mas também havia a enigmática técnica de conciliação após as arengas. Quando nos desentendíamos com os pares, era inevitável a arenga e rolava a intriga, o bate-boca (a famosa “esculhambação”)  e saía ate “tapas”, principalmente quando a mãe de alguém era citada na discussão. Mas o curioso da cultura da arenga, do esculhambar, do chamar para a briga era que após a confusão e desavenças declaradas, normalmente apareciam as oportunidades para os intrigados se falarem, mesmo que durasse algum tempo o sentimento de raiva perdia o sentido e era esquecido.
Hoje, lamentavelmente, convivemos com uma geração de crianças e adolescentes que diante das desavenças até esquecem o motivo, mas não esquecem o sentimento de raiva que é alimentado de forma assustadora e rapidamente se transforma em rancor, ódio, o combustível que gera  violência  nomeada de Bullying.