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SAUDADES DO TEMPO DA ARENGA





O saudosismo é um estado natural quando adultos de certas gerações se deparam com fatos, objetos, brinquedos e brincadeiras que proporcionam lembranças de coisas do tempo da infância e juventude.
Certamente, muitos que são oriundos de décadas anteriores aos anos 90 lembram que eram comuns atividades grupais, brincadeiras de rua, bem diferente da infância vivida atualmente, as crianças confinadas em apartamentos, cercados por muros sitiados pela violência, ou pelo menos, pelo medo dela.
As noticias diárias têm revelado que a violência está cada vez mais, burlando a segurança das residências, pulando os muros e vitimado um numero crescente de pessoas e tem modificado as relações, inclusive entre familiares, colegas de turma e até amigos. Lamentavelmente, observa-se o desrespeito ao próximo por meio de atos de xingamentos, apelidos, empurra-empurra, brigas que desconsidera a amizade que em algum momento foi construída.
Não posso deixar de mencionar que no meu tempo de infância também ocorriam xingamentos, apelidos, empurra-empurra e brigas, mas também havia a enigmática técnica de conciliação após as arengas. Quando nos desentendíamos com os pares, era inevitável a arenga e rolava a intriga, o bate-boca (a famosa “esculhambação”)  e saía ate “tapas”, principalmente quando a mãe de alguém era citada na discussão. Mas o curioso da cultura da arenga, do esculhambar, do chamar para a briga era que após a confusão e desavenças declaradas, normalmente apareciam as oportunidades para os intrigados se falarem, mesmo que durasse algum tempo o sentimento de raiva perdia o sentido e era esquecido.
Hoje, lamentavelmente, convivemos com uma geração de crianças e adolescentes que diante das desavenças até esquecem o motivo, mas não esquecem o sentimento de raiva que é alimentado de forma assustadora e rapidamente se transforma em rancor, ódio, o combustível que gera  violência  nomeada de Bullying.

O olhar de Verissimo sobre o BBB


Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB  é a pura e suprema banalização do sexo.
Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros...todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais.
O BBB  é a realidade em busca do IBOPE.
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB . Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.
Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia.
Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).
Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema...., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , ·visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.

Esta crônica está sendo divulgada pela internet a milhões de e-mails.

Vale a pena participar

A campanha realizada pelo Movimento Gota D’ Água possibilita a participação social nos destinos de nosso país, leia com atenção, assita ao vídeo, e por favor assine a petição disponível no endereço eletrônico http://www.movimentogotadagua.com.br/assinatura, eu já o fiz, e juntos podemos fazer muito.


A população começa a ser indenizada!


     Quando fizer diferença nos cofres públicos, nas contas das secretarias de educação das prefeituras e dos governos estaduais, os governantes saberão dar a devida atenção à educação pública.
Notícia veiculada pela Radio Justiça(DF)  mostrou o seguinte:

     Colégio em Ceilândia (DF) terá que indenizar aluno por não oferecer ensino adequado.
     Colégio Tiradentes em Ceilândia, no Distrito Federal, é condenado e vai pagar uma indenização de R$ 15.000,00 a um aluno por danos morais por não oferecer um ensino adequado. O estudante diagnosticado com déficit de atenção foi convidado pela diretora da escola a procurar outro colégio. De acordo com a ação, em 2006 o autor foi diagnosticado com transtorno de déficit de atenção, hiperatividade.
     Em decorrência da doença observou-se que houve prejuízos em seu rendimento escolar. Para tanto, os pais do aluno solicitaram um modelo pedagógico diferenciado o que não foi empregado adequadamente pelo colégio, em contrapartida, em solicitação, no ano de 2009, a pedagoga da instituição de ensino sugeriu ao pai do autor que procurasse outra escola em conduta descrita, como proibição da renovação da matrícula sob argumento que o Colégio Tiradentes não teria condições técnicas e recursos humanos para continuar o ensino ao estudante.
     Citado, o colégio sustentou ter aplicado o tratamento adequado ao aluno. Para o magistrado é evidente que o estudante acometido de doença capaz de dificultar o aprendizado possui o direito a um tratamento diferenciado como forma de assegurar o pleno desenvolvimento.

De Brasília, Artur Filho, em 20 de dezembro de 2011.